Alucinação é quando a IA responde com total convicção uma coisa que não existe — um artigo de lei, um julgado, um prazo. No jurídico isso deixa de ser curiosidade e vira risco.

Por que acontece

Um modelo de linguagem prevê a próxima palavra mais provável. Ele não consulta uma base oficial antes de responder, a não ser que seja construído pra isso. Quando não sabe, ele não trava — completa com algo que soa certo. Quanto mais específica a pergunta, maior a chance de inventar um detalhe.

Onde o estrago é maior

  • Citar número de lei, súmula ou precedente que não existe, ou que existe mas diz outra coisa.
  • Afirmar um prazo processual como se fosse fato, sem margem pra conferência.
  • Dar ao lead uma orientação que soa como parecer jurídico e depois não se sustenta.

Peça sempre a fonte

Qualquer resposta de IA sobre lei, prazo ou jurisprudência tem que ser conferida na fonte oficial antes de virar peça ou orientação ao cliente. A IA acelera a busca — não substitui a checagem.

Como um bom agente de atendimento erra menos

O risco cai quando o escopo é fechado. Um agente de qualificação bem configurado não opina sobre o mérito, não cita lei e não dá parecer: ele coleta informação, aplica o critério do escritório e agenda com o advogado. O que ele não deve responder é definido antes de entrar no ar — parte do mesmo cuidado com sigilo e responsabilidade.

Como a Veo trata isso no LexFlow

Os limites do agente — o que ele diz, o que recusa, quando passa pro humano — são desenhados com o escritório. Mais sobre autonomia da IA na seção de Dúvidas.